Por dentro do universo da TI nas empresas
2 de maio de 2016
Por que e como se auto-avaliar como profissional?
10 de maio de 2016
Exibir tudo

Bloqueio do WhatsApp: tudo o que as empresas não mereciam

thiago-3dPor Thiago Vendrami, responsável pela comunicação e conteúdo na STICORP

 

Em uma disputa entre a Justiça e o aplicativo Whatsapp (responsáveis por ele, claro), quem perde são aqueles que nada têm a ver com isso. Empresas, consumidores, profissionais e público em geral pagam por essa queda de braço.

A Justiça sergipana determinou o bloqueio do WhatsApp a partir das 14h da última segunda-feira (2), com duração de 72 horas. Desde então, a disputa pelo título de quem tem mais poder ganhou vários capítulos.

A justificativa era de que empresa responsável pelo aplicativo não forneceu mensagens relacionadas a uma investigação sobre tráfico de drogas. Contudo, isso fere o Marco Civil, que oferece brechas para interpretação contrária. Mas esse não é o foco desse post.

Quem vive de comércio e prestação de serviços habitualmente utiliza essa ferramenta, o WhatsApp, para se comunicar com o público. E em um período de desafios econômicos, perder essa opção da maneira como foi é uma forma de ser penalizado por um suposto crime cometido por terceiros.

Quer ver?

Cerca de 39% das pequenas empresas de comércio eletrônico (e-commerce) utilizam o aplicativo de comunicação instantânea WhatsApp como ferramenta de pré e pós-venda. Essa informação consta em meio a dados oferecidos pela 2ª Pesquisa Nacional do Varejo Online, promovida por ninguém menos do que o Sebrae, em 2015.

No ano anterior, a taxa era de 19%. Expressivos 20% de crescimento no uso dessa que se tornou uma ferramenta essencial de comunicação entre o público interno nas empresas, empresas com consumidores (B2C) e diretamente entre empresas (B2B).

Quanto menor a empresa, mais dependente ela é do WhatsApp para oferecer seus produtos e serviços e até mesmo concretizar negócios que trazem melhor qualidade de vida e de trabalho aos empreendedores.

Outro exemplo?

Muitas das notícias que chegam praticamente em tempo real a você por meio de um jornal on-line, têm início em um contato entre jornalista e fonte a partir do aplicativo.

Um segredo? Parece que há uma grande rivalidade entre jornalistas e veículos, mas eles participam de grupo de WhatsApp e se ajudam pelo bem do receptor das informações, ou seja, você. Cada um trabalha a notícia com sua particularidade e potencializa de acordo com a plataforma do veículo.

Cada um vai atrás de sua fonte, de seu entrevistado, mas boa parte das informações surgem em grupos de imprensa no WhatsApp. Lembrando, claro, que são informações sérias e de fontes oficiais, nada de achismos ou boatos, diferentes de outros grupos que não possuem o compromisso e os valores de uma imprensa.

Ah, vários veículos de comunicação possuem um WhatsApp para receber sugestão de pauta e denúncias de moradores cansados do descaso em determinadas situações. A imprensa cumpre com seu papel social em buscar soluções. Contudo, agora estão suspensas.

Algumas alternativas são possíveis

A coluna Link, vinculada ao Estadão, desta terça-feira (3) trouxe alguns casos típicos de profissionais e empresários que precisaram se reinventar da noite pro dia. Um grande aprendizado, aliás.

O primeiro caso citado foi o de uma dona de uma loja de acessórios femininos em Poá, Grande São Paulo.

Segundo a coluna, a mulher de 30 anos fecha cerca de oito vendas de bijuterias finas e semijoias por dia com o auxílio do aplicativo WhatsApp. Com a suspensão, a empreendedora disse que iria buscar novas formas de se comunicar com a clientela a partir de outros apps.

“Estou chamando os clientes no Snapchat e por mensagens privadas no Instagram e no Facebook”, conta.

Relações (quase) cortadas entre estabelecimento de ensino e estudante

Ainda na coluna Link é possível ver a gerente de uma franqueada de escolas de idiomas localizada em Bauru, interior paulista, disse à coluna que o aplicativo WhatsApp é útil para confirmar matrículas de alunos. Os alunos (clientes) não têm tempo de ir à escola para resolver o assunto e, portanto, enviam o comprovante via mensagem.

Fora isso, o relacionamento com os estudantes é feito também via aplicativo. “É mais prático”, garante.

Transações milionárias

Por fim, a coluna trouxe o caso de uma corretora de imóveis com atuação na capital paulista.

Com a instabilidade econômica que afeta o País há vários meses, o aplicativo tem uma participação inquestionável no fechamento de negócios.

A corretora entrevistada pelo Link mantém no celular uma lista com 340 potenciais compradores e proprietários de imóveis. Agendamento de visitas e informações via texto, imagens e áudios são trocados via WhatsApp.

Uma média de três contratos mensais são fechados via WhatsApp. “São negócios entre R$ 400 mil e R$ 2 milhões”, lamenta.

Experiência pessoal

É a partir de grupos de WhatsApp que surgem algumas pautas para mim. É onde consigo também alguns insights em grupos de bate-papo sobre as áreas onde atuo. É lá que divido alguns dos meus trabalhos que informam e tiram dúvidas de muita gente.

E você? Qual o impacto profissional ou comercial que esse bloqueio atrapalhou

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *