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Além do inglês, quais outras línguas você fala?

roshni Por Roshni Ranchod, psicóloga organizacional na STICORP

 

“Além do inglês, quais outras línguas você fala?”

Muitos profissionais sonham em ter uma experiência internacional para se aprimorarem em suas carreiras.  Atualmente a globalização tem interpretado um papel muito importante em nossa sociedade, pois está aproximando pessoas do mundo todo tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Neste sentido, as possibilidades de NETWORKING se tornam muito maiores, podemos nos relacionar com indivíduos do mundo todo e ter a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre suas culturas, estilos de vida e idiomas, e também de apresentar nossos costumes, tradições e modo de vida brasileiro.

Um segundo idioma passou a ser visto pelos recrutadores de empresas como não só mais um diferencial, mas sim um requisito. A demanda por profissionais bilíngues está em fase de crescimento, pois há muitos eventos de grande porte ocorrendo e estes contam com integrantes de empresas ao redor do mundo, entretanto pesquisas mostram que apenas 5% dos brasileiros falam um segundo idioma fluentemente, o que contradiz informações colocadas em seus currículos, no papel mais da metade dos profissionais diz ter nível básico ou intermediário principalmente do idioma inglês.

Verifica-se que alguns profissionais no Brasil acham mais fácil mascarar o currículo, do que realmente se esforçarem para aprender outras línguas, porém em uma entrevista de emprego correm o alto risco de ser desmascarados.

Em vista disso, seguem algumas dicas para motivar o profissional brasileiro a aprender um novo idioma:

– Interesse cultural – Conhecer uma nova língua torna as pessoas mais flexíveis e criativas, agregando valores e ultrapassando barreiras. Criar um vínculo emocional com o idioma torna o aprendizado mais natural, prazeroso e espontâneo. O aprofundamento em um idioma é diretamente proporcional ao envolvimento, não só intelectual mas sobretudo psicológico.

– Ampliação das habilidades cognitivas – O aprendizado de um novo idioma, ativa diferentes áreas do cérebro, causando no indivíduo aumento da atenção, memória, criatividade, percepção, etc.

– Vantagem no mercado de trabalho – Algumas pessoas acreditam que um segundo idioma só é importante para grandes executivos, pessoas de relações internacionais, mas a verdade é que um saber línguas é de grande valia para todos. “Quem não se comunica, se estrumbica”.

 – Diferença salarial – Profissionais multi-línguas podem ganhar de 20 à 50% a mais, pois agregam à empresa e evitam que a mesma tenha que contratar um intérprete ou tradutor em alguns tipos de eventos.

 

Na hora de fazer o currículo deixe claro o seu nível de aprendizado

– básico: conseguem formar frases simples, utilizam vocabulário para “sobrevivência” em outra língua como os cumprimentos, pedir informações, solicitar o que comer, como se comunicar em aeroportos, etc… Os tempos verbais se misturam as frases muitas vezes são “quebradas” por falta de vocabulários e estruturas. Conseguem se fazer entendidos, muitas vezes com o acréscimo do uso de gestos à linguagem sendo explicitada.

– intermediário:  conhecimento de vocabulário de palavras do cotidiano, possibilidade de formar frases mais extensas, conseguem formular perguntas e respostas sem o recurso da leitura e já entendem bastante do que ouvem. São capacitados a conduzirem uma conversa contendo erros de pronúncia e estrutura, mas conseguem se fazer entendidos.

 – avançado: possuem dominância das estruturas gramaticais e de todas as habilidades da língua: Ouvir / Falar / Ler /Escrever. São capacitados a conduzirem uma conversa contendo poucos ou nenhum erro de pronúncia e estrutura, além de ter domínio escrito do idioma.

 – fluente: aquele que tem a capacidade de dominar a língua escrita e a língua falada e ouvida com pouca ou nenhuma  dificuldade em pronúncia  e consegue deduzir pelo contexto da conversa o sentido de palavras novas (nunca antes estudadas).

– proficiente: são certificados  por uma instituição após terem prestado uma prova de proficiência no idioma desejado e ter atingido um score superior na Common European  Framework for Languages.

1 Comment

  1. Samira Vieira disse:

    Adorei este artigo e muito bom !

    Parabéns

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